Internet

Estou escrevendo este texto agora numa folha de papel... Mas porque não no Word...
Pois ainda não tenho um pc de bolso. Rs
Coisa que já esta em total uso...
Neste momento não recebo/envio emails, que é um costume que cultivo quase como um habito.
Quando estou na frente dele clico no botão enviar e receber compulsivamente mesmo sabendo que ele faz isso a cada 5 minutos.
O que me surpreende é que ficamos dependentes da internet em pouquíssimo tempo.
O computador já era importantíssimo na maioria dos escritórios nos tempos de pré-internet. Agora, depois que eles ficaram ligados a uma rede virtual e mundial, ficou quase impossível imaginar o mundo sem um monitor e um mouse.
O "atualizar" virou uma ferramenta essencial. O "enviar/receber" e o "atualizar" servem como depósito de ansiedade e carência de inúmeros internautas.
Ser popular no mundo virtual esta se tornando mais importante do que a do mundo real.
Porque ela está exposta para toda a web, e isso quer dizer para todo o mundo. Imagina um adolescente ter apenas 200 amigos no Orkut? É a prova de que o sujeito foi rejeitado, que está à margem, um esquisito, inclusive para os parâmetros da internet.
Interessante é notar que, assim que eu chegar em casa vou entrar na internet, eu visitarei os mesmos sites de antes, que possivelmente estarão com as mesmas notícias ou com os mesmo posts. Então, por que tamanha angústia? Que feitiço está por trás dos WWWs? Não sei explicar. Apenas percebo a impaciência brotando. Qualquer coisa pode ser motivo para extravasar em alguém a frustração de não poder passear no mundo cintilante dos endereços cibernéticos. Daqui a pouco, surgira uma nova patologia psicossocial TASI (transtorno da ansiedade dos Sem –Internet).
E continuaremos assim nesse circulo vicioso que se tornou à internet.
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